
Esse é um post diferente do usual. Não fui eu quem escreveu! É só uma curiosidade que achei interessante e engraçada.
Preciso me retratar tb sobre o último post, e confessar que não é meu o texto. É. Sorry!! Desculpe a decepção... eu esqueci de dar o devido crédito à seu dono, Pedro Bial!
Prometo que não faço mais isso! ; D
Vamos ao texto:
Abandonaram os indicadores
Há mais linhas de telefones celulares do que habitantes na Europa. Os níveis mais altos estao em Luxemburgo, onde a penetraçao é de 171%. Aqui na Espanha, sao 104 celulares para cada 100 pessoas. Com o mercado saturado, as empresas investem em planos e modelos especiais para crianças e adolescentes. Uma pesquisa recente da Comunidade de Madrid mostrou que 7% da populaçao entre 10 e 14 anos é dependente do celular e que 11% até mesmo mente para conseguir mais créditos.
Mais do que falar ao telefone, essa turminha escreve. Mensagens de texto, mais baratas que ligaçoes, sao a forma preferida de comunicaçao por celular. A mudança no comportamento gera alteraçoes no corpo. De tanto usar o polegar para teclar - e para passar horas jogando nos consoles de videogame - o dedo fica mais musculoso e ágil do que o normal. É por isso que a nova geraçao já está conhecida como a 'geraçao polegar'.
Para sobreviver no mundo digital, a 'geraçao polegar' está aprendendo a utilizar indistintamente os dedos das maos direita e esquerda. Esses ambidestros usam ainda seus polegares para tocar a campainha, chamar o elevador, teclar em telefones fixos, apertar os botoes do microondas... Enfim, fazer coisas que antes se fazia com o dedo indicador.
Segundo fisioterapeutas da CEU, uma universidade espanhola, os polegares deveriam servir apenas para movimentos de oposiçao e a distorçao pode causar efeitos colaterais, como tendinite e síndrome do túnel do carpo. Já os neuropsicólogos da mesma instituiçao dizem que quanto mais agilidade, mais conexoes entre os neurônios. O fato é que mais uma vez o corpo humano se rende ao meio ambiente.
Se isso acontece aqui na Europa, imagine no Japao, onde a tecnologia 'é' o meio ambiente. Parece que lá já existem competiçoes de velocidade digital, nas quais os ginastas do polegar chegam a teclar até 100 palavras por minuto em seus celulares. Os fisioterapeutas japoneses devem estar com os consultórios lotados ;- ).
Por Débora Serra, em Barcelona